Ciclo de Seminário do DEFIM

Próximo Seminário

03/07/2019:
Estudo de excitações emergentes em gelo de spin artificial em um processo de inversão de magnetização.
Apresentador: Professor Clodoaldo I. L. de Araujo (UFV)
Local: Sala 108.3 - Hora: 13:15h


Resumo: O termo frustração refere-se à incapacidade de um sistema para minimizar simultaneamente suas interações, como conseqüência de que seu estado fundamental é degenerado. Quando isto surge da geometria do sistema diz-se que ele é geometricamente frustrado. A frustração geométrica em materiais conhecidos como gelos de spin, materiais que possuem momentos magnéticos na rede obedecendo a regra do gelo (uma regra semelhante a que moléculas de água obedecem ao estado sólido), tem atraído grande atenção dos pesquisadores na última década devido ao surgimento de quase partículas como o monopolo. Estudos de monopolos magnéticos têm sido direcionados a ilhas magnéticas nano-retangulares, feitas por litografia conhecida como gelos de spin artificiais (GSA), pois possuem vantagens sobre gelos de spin naturais, por exemplo, a observação dos monopolos utilizando técnicas de microscopia magnética e manipulação desses monopolos a temperatura temperatura. Neste trabalho, apresentamos um estudo sobre o surgimento de excitações de GSAs para diferentes espaçamentos de redes durante um processo de inversão de magnetização, através da análise de imagens de microscopia de força magnética. Nós comparamos nossos resultados com um modelo teórico descrevendo as excitações emergentes no GSA, através da interação de Coulombian dos monopoles. Tanto os resultados experimentais quanto os de simulação mostram que quanto maior a separação das ilhas, maior a densidade de monopolos.

Seminários Passados

10/04/2019:
Por que em 2019 1 kg já não será mais o mesmo?
Apresentador: Professor Américo T. Bernardes (UFOP)
Local: Sala 108.3 - Hora: 10:00h


Resumo: 2019 é um ano especial. Neste ano, no dia 20 de maio, será oficializada a adoção do novo Sistema Internacional de Unidades – SI. Uma mudança que vem sendo trabalhada há muitos anos. Nessa palestra serão abordados temas relacionados à Metrologia, bem como discutidas as novas definições das unidades de base. Também serão abordados possíveis impactos que essas definições poderão ter no ensino de física no ensino médio e nas séries iniciais do ensino superior.

10/04/2019:
Uma modelagem das desigualdades tipo Bell usando a probabilidade clássica
Apresentador: Professor Felipe Andrade Velozo (Unifal/MG)
Local: Sala 108.3 - Hora: 13:15h


Resumo: Em 1964, John S. Bell (em resposta ao paradoxo de Einstein, Podolsky e Rosen) publica um artigo em que desenvolve uma desigualdade envolvendo correlação estatística, partindo da suposição de que a Mecânica Quântica seria uma teoria estatística. Então, dever-se-ia possuir uma variável aleatória envolvida com as observações em que, se houvesse a possibilidade de conhecer seu valor, o resultado do experimento seria completamente previsível. Assim, a falta de previsibilidade do experimento seria devida à ignorância sobre o valor que tal variável assume na realização do experimento. Porém, ao usar a fórmula obtida pelo cálculo de probabilidades no experimento de Mecânica Quântica, encontra um conjunto de valores em que a desigualdade é violada, e logo concluiu que os axiomas de probabilidade de Kolmogorov não são suficientes para descrever fenômenos quânticos. Em 1969 J. F. Clauser, M. A. Horne, A. Shimony e R. A. Holt adaptam a desigualdade de Bell para um experimento viável. Neste trabalho, comparam-se as regiões de violação das desigualdades de Wigner, de Bell e de Clauser-Horne-Shimony-Holt e verifica-se que são iguais e que equivalem à violação de um dos axiomas de Kolmogorov. Também se verifica que é possível criar funções de probabilidade para experimentos quânticos que respeitem as desigualdades de Bell e de Clauser-Horne-Shimony-Holt. O trabalho visa tratar algumas incompatibilidades da Teoria Quântica com a Teoria de Probabilidade encontradas na literatura, analisando estatisticamente as fórmulas encontradas.

17/10/2018:
Algus destaque sobre efeitos de curvatura em nanopartículas ferromagnéticas.
Apresentador: Vagson Luiz de Carvalho Santos (DPF-UFV)
Local: Sala 108.3 - Hora: 13:30h


Resumo: Nanomagnetismo tem chamado a atenção de diversos pesquisadores devido à possibilidade de utilizar nanopartículas magnéticas em dispositivos tecnológicos baseados nos promissores conceitos de magnônica e spintrônica. Tais aplicações demandam o entendimento sobre as propriedades da magnetização, tanto do ponto de vista experimental quanto teórico. Assim, diversos trabalhos têm reportado a produção e caracterização de nanomagnetos com diferentes tamanhos e formas. A produção de nanopartículas magnéticas com diferentes formas promove a descrição sobre como a geometria influencia suas propriedades magnéticas a um tema de grande relevância. Diante desse contexto, nesse seminário, pretende-se discutir alguns avanços fundamentais do estudo dos efeitos de curvatura em sistemas magnéticos nanoestruturados.

13/12/2017:
Determinando propriedades quânticas de estados estacionários diretamente das interações entre sistema e ambiente.
Apresentador: Fernando Nicácio (UNICAMP Inst. Gleb Wattaghin)
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: A interação de um sistema quântico com um ambiente de entorno, em geral, é caracterizada por uma equação mestra. Considerando estados estacionários desta equação, revelamos conexões entre propriedades e simetrias do estado com os parâmetros dinâmicos do ambiente. Em particular, exploramos a relação entre a equação de Lyapunov para sistemas dinâmicos e as soluções estacionárias de uma equação mestra de Lindblad. Explorando relações "bona-fide", que caracterizam propriedades quânticas genuínas (emaranhamento, classicalidade, e "steerabilidade"), obtemos condições sob os parâmetros dinâmicos para os quais o sistema é conduzido a um estado estacionário possuindo tais propriedades. Também desenvolvemos um método para capturar as simetrias do estado estacionário baseadas nas simetrias da equação de Lyapunov. Estes resultados são aplicáveis em processos denominados de "Engenharia de Ambientes", cujo objetivo é criar/manipular o ambiente de modo que sua interação com o sistema produza ou proteja determinada propriedade quântica de um estado.

08/12/2017:
Opacidade controlada em meios dielétricos não-lineares.
Apresentador: Eduardo Bittencourt (UNIFEI, CBPF)
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: Motivados pelas novas tecnologias na construção de meios materiais com propriedades ópticas especiais, procuramos por classes de materiais não-lineares que apresentam uma transição de fase transparência-opacidade controlável por meio da aplicação de um campo eletromagnético externo, como é o caso dos Smart Glasses. Neste seminário, examinaremos alguns modelos matematicamente simples nos parâmetros dielétricos e calculamos quantidades geométricas relevantes na descrição da propagação dos raios de luz no interior do meio.

23/11/2017:
Bases de Gröbner: uma ferramenta para estudar sistemas polinomiais.
Apresentador: Angelo Bianchi (UNIFESP)
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: O principal objetivo desta palestra é apresentar uma poderosa ferramenta para estudar sistemas polinomiais. Esta ferramenta é uma aplicação da vasta teoria algébrico-computacional das chamadas Bases de Gröbner. Seu uso permite decidir se um sistema polinomial admite solução, seu número máximo de soluções e pode ser útil para explicitar soluções. Em certo sentido, as ideias por trás da teoria generalizam três técnicas muito famosas: a eliminação Gaussiana, para resolver sistemas de equações lineares, o algoritmo de Euclides, para calcular o máximo divisor comum entre polinômios em uma variável, e o algoritmo simplex. A partir do uso desta ferramenta, algumas questões clássicas podem ser estudadas e resolvidas com elegância e apoio computacional de modo não empírico e não aproximativo.

22/11/2017:
Geometria Kähler e os ciclos algébricos.
Apresentador: José J. Ramon Mari (IME, IMPA)
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: A geometria Kähler é um pacote em que temos geometria hermitiana associada a uma variedade complexa dotada de uma métrica hermitiana, e ao mesmo tempo a geometria simpléctica que surge de tomar a parte imaginária da métrica citada. Exemplos clássicos são o espaço projectivo complexo n-dimensional, e as variedades grassmannianas que parametrizam subespaços vetoriais k-dimensionais de um espaço vetorial complexo n-dimensional. Nesses casos, podemos contemplar os espaços como espaços homogêneos complexos, do tipo G/P, onde G é um grupo de Lie matricial complexo e P é um determinado tipo de subgrupo chamado de Borel. O teorema de Hodge, que diz que toda classe de De Rham admite uma única forma diferencial harmônica, tem sua mais plena expressão nas variedades de Kähler, já que aí o bigrau (número de vezes em que aparecem dz_i, e número de vezes em que aparece o "d zconjugado j") interage com a métrica, e saem resultados muito notáveis. Concretamente, aparecem restrições a respeito dos números de Betti, entre outras. Vamos dar um curso acelerado de geometria Kähler, que culminará no enunciado da conjectura de Hodge, que é um dos seis Problemas do Milênio ainda abertos.

29/11/2016:
Uma equação diferencial parcial fracionária estocástica sujeita a um ruído Browniano fracionário.
Apresentador: Telles Timóteo da Silva - DEFIM/UFSJ
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: Este seminário se baseia no artigo "On a stochastic fractional partial differential equation with a fractional noise" de K. Shi e Y. Wang (2011). O estudo matemático rigoroso sobre equações diferenciais parciais estocásticas (SPDEs) é um tema bem recente dentro da pesquisa derivada da teoria de probabilidades e processos estocásticos. O interesse neste tema tem surgido devido a possibilidade de sua aplicações a diferentes fenômenos, por exemplo: fluxo em meios porosos, administração de riscos, análise de imagens, neurofisiologia e genética populacional. Neste seminário vamos discutir alguns aspectos de processos estocásticos e de equações evolutivas necessários para a formulação de uma classe de equações diferenciais parciais estocásticas com ruído Browniano fracionário. Abordaremos os seguintes temas: semigrupo e gerador infinitesimal, derivadas fracionárias e auto-similaridade.

06/09/2016:
Aproximação adaptativa em multi-nível usando funções bases radiais (RBF).
Apresentador: Gilcélia Regiane de Souza - DEFIM/CAP/ UFSJ
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: Funções radiais são populares quando o problema se trata de aplicações multidimensionais que requerem a interpolação de dados provenientes de amostras não uniformes. Uma função radial depende somente da distância a um dado centro, são infinitamente diferenciáveis (multiquadrica, multiquadrica inversa, Gaussiana) outras são suaves por partes (polinomial por partes, thin plate spline). Um aspecto fundamental em um esquema de aproximação por bases radiais é que a construção de uma malha não é necessária. A única propriedade geométrica utilizada refere-se à distância entre dois pontos, o que é fácil de ser calculada, em qualquer dimensão. Sendo assim, aumentar a dimensão não implica em aumento da complexidade da implementação computacional. Esquemas de aproximação por bases radiais têm sido adotados na solução numérica de equações diferenciais parciais [1], em computação gráfica [3], etc. De modo geral, se a geometria for de tal maneira que a construção de uma malha adequada seja complicada, então, certamente, um método baseado em funções radiais apresentará vantagens sobre outras formulações que dependam fortemente dos aspectos da malha.

09/06/2016:
Interferometric Power e seu uso para medir a não-Markovianidade de canais quânticos.
Apresentador: Leonardo Souza - UFV
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: Neste seminário nosso foco será apresentar a figura de mérito metrológica "Interferometric Power" (IP), e o uso desta quantidade para medir correlações quânticas e a não-Markovianidade de canais quânticos. A IP é definida a partir de um problema de metrologia em sistemas interferométricos, onde se deseja estimar uma fase desconhecida gerada por um Hamiltoniano qualquer, assumindo que apenas o espectro do gerador é conhecido. Uma característica interessante desta quantidade é que ela acaba por ser uma medida de correlações quânticas, inclusive as que vão além de emaranhamento, como a discórdia quântica. Utilizamos a Interferometric Power para medir a não-Markovianidade em canais quânticos Gaussianos, onde estudamos em detalhes dois canais: canal dissipativo e movimento Browniano quântico. Por fim (ou se houver tempo), apresentaremos os resultados parciais de um esquema proposto por nós para uma medida metrológica similar à IP, porém para a estimativa do parâmetro de squeezing introduzido em um modo Gaussiano.

18/05/2016:
Utilização da Associação da Física, Química e Matemática como Ferramentas de Inovação na Engenharia.
Apresentador: Erivelto L. Souza - DTECH/UFSJ
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: Utilizando de associação de modelamento matemático gráfico e fenômenos físicos criou-se um dispositivo ultrassônico que desgregava a lama de aciaria, permitindo que seus componentes metálicos e não-metálicos fossem separados em processos de concentração gravíticos. Uma vez separados e concentrados, os teores metálicos voltam para a siderurgia como sucata. Cada tonelada deste produto economiza cerca de 1,4 tonelada de minério no alto-forno. Os materiais não metálicos, ricos em CaO, MgO e FeO, são utilizados para sequestro de carbono e reciclagem da água utilizada inicialmente no processo. Ao final deste processo, para cada tonelada de material recuperado, mais de 2,2 toneladas de CO2 são sequestrados, e a água, em quase 90%, é recirculada. O produto obtido gasta uma média de 2,4 kWh/t.

04/05/2016:
Contextualidade Quântica como um recurso
Apresentador:Barbara Lopes -DEFIM/UFSJ
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: Chamamos de Contextualidade Quântica a impossibilidade de explicar as probabilidades de resultados de medições a partir de valores pré-existentes que sejam independentes de outras medições compatíveis que podem ser feitas simultaneamente. A Contextualidade é uma das características mais surpreendentes da Física Quântica e acredita-se que entendê-la é um passo importante para se explicar a Física Quântica a partir de primeiros princípios, um dos desafios científicos mais sedutores dos últimos tempos. Além da óbvia importância da Contextualidade para o estudo dos Fundamentos da Física Quântica, ela também foi identificada como um recurso para a Computação Quântica, além de outras aplicações. Os computadores atuais não possuem potência e velocidade de processamento suficientes para suportar certas tarefas complexas. Dessa forma surgiu a necessidade de um computador diferente dos usuais que resolvesse esse tipo de problema, entre os quais podemos citar a fatoração de números primos muito grandes, logaritmos discretos e simulação de problemas da própria Física Quântica, que são intratáveis utilizando os computadores atuais.Embora esse fato não tenha sido definitivamente provado, existem evidências fortes de que os computadores quânticos serão capazes de resolver problemas que os clássicos não conseguem. Essas evidências também apontam para as características únicas da Física Quântica que estão por trás desse poder computacional: Emaranhamento, Não-Localidade e Contextualidade. Assim, essas características passam a ser vistas como recursos, e o objetivo é estudar a Contextualidade Quântica sob esse ponto de vista operacional. Queremos identificar as operações que preservam o conjunto de probabilidades não contextuais e estudar os quantificadores de Contextualidade e sua relação com aplicações.

13/04/2016:
O Campo da Sociologia no Brasil: a estrutura relacional e os condicionantes do isomorfismo institucional
Apresentador:Velcemiro Inacio Maia -DTECH/UFSJ
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo compreender o processo de isomorfismo institucional do campo científico compreendido pelos programas de pós-graduação na área de Sociologia e Ciências Sociais por meio da análise das redes de coautoria científica, estratégias de publicação bibliográfica e influência das regras de avaliação da Capes. O período de análise abarcou os dois triênios mais recentes de avaliação da pós-graduação feita pela Capes (2007-2009 e 2010-2012). Inicialmente, realizou-se um estudo por meio da análise de redes sociais, descrevendo as redes de coautoria entre os pesquisadores dos programas de pós-graduação na publicação de artigos científicos, livros e capítulos de livros e as relações entre as posições nas redes e a produtividade científica. A fonte de dados nesta etapa foram os currículos cadastrados na Plataforma Lattes do CNPq, coletados por meio da ferramenta ScriptLattes. O processamento e análises das redes foram auxiliados pelos softwares Pajek 3.13, Ucinet 6.491, Netdraw 2.135 e Gephi 0.8.2. A segunda etapa do estudo consistiu no mapeamento das subáreas temáticas da publicação mais qualificada e das linhas de pesquisa dos programas da área. As fontes de dados foram os cadernos de indicadores da Capes, para a listagem da produção bibliográfica, e os indexadores via Internet para levantamento dos artigos publicados. Nesta etapa constatou-se que os agrupamentos de programas que se formam pelas semelhanças de temas na produção qualificada não coincidem com os agrupamentos que se formam segundo a semelhança de linhas de pesquisa, contrariando uma das diretrizes da Capes. A terceira etapa da pesquisa tratou sobre a desigualdade no campo em termos de produtividade e de notas nas avaliações trienais da Capes. As fontes de dados foram novamente os Cadernos de Indicadores, os Documentos de Área e Relatórios de Avaliação Trienal da Capes. Constatou-se que a desigualdade é maior nos estratos superiores do Qualis, mas caiu de um triênio ao outro. Finalmente, discutiu-se o isomorfismo institucional, pelos processos coercitivos, normativos e miméticos resultantes do sistema de avaliação imposto pela Capes e da interação entre os atores envolvidos. Concluiu-se que as diretrizes de avaliação da Capes estabelecem as regras do jogo, mas a interação entre os atores geram normas sociais e mimetismos que resultam no isomorfismo institucional do campo.

10/10/2012:
Espectroscopia Rotacional de Isotopólogos Moleculares Deuterados de Interesse Astrofísico
Apresentador:Antônio Francisco Cruz Arapiraca (CEFET-MG)
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo:

25/11/2011:
Dinâmica estocástica de gás na rede para um sistema predador-presa
Apresentador:Everaldo Arashiro (UFOP)
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo:Consideramos modelos estocásticos espacialmente estruturados para descrever alguns dos fatores importantes da dinâmica predador-presa. O modelo predador-presa é descrito por meio de um sistema de partículas interagentes residindo em um reticulado, incluindo um conjunto mínimo de processos markovianos locais: proliferação auto-catalítica de presas em sítios ocupados por vegetal; proliferação de predadores em sítios previamente ocupados por presas; morte dos predadores resultando em sítios ocupados por vegetais; difusão de indivíduos situados em sítios vizinhos. No caso consideramos a difusão entre presas e os sítios ocupados por vegetal, simulando o tipo de predação chamado senta-e-espera. O modelo prevê a coexistência de espécies com oscilações temporais locais e a coexistência com densidades populacionais constantes. As séries temporais da competição entre as espécies são analisadas por meio das funções de auto-correlação e correlação cruzada, assim como pelo espectro de potência. E essas análises se mostraram eficientes para caracterizar a coexistência entre espécies tanto na fase oscilante como na não-oscilante. Além disso, a equação mestra associada possui uma solução estacionária absorvente e o modelo exibe transições de fase entre esse e estados ativos que correspondem à coexistência de espécies. Essa transição pode ser estudada através de simulações dependentes do tempo o qual permite obter com boa precisão o diagrama de fase de um modelo que possui estados absorventes, assim como seu comportamento crítico dinâmico.

01/09/2011:
Álgebra Linear, Cálculo Diferencial e Integral e Equações Diferenciais Ordinárias via Grafos de Fluxo e Cálculo Operacional de Feynman
Apresentador:Antônio Francisco Neto (UFOP)
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo:

29/09/2011:
Detecção e detectabilidade da topologia cósmica e a procura pelos círculos no céu.
Apresentador: Bruno Coelho César Mota
Local: Sala Multimídia - bl 02


Resumo:Nas últimas décadas, a cosmologia baseada na hipótese de um Big Bang quente com sua dinâmica dada pela teoria da relatividade geral tem sido extremamente bem-sucedida em explicar precisamente uma grande quantidade de observações. O surgimento da chamada cosmologia de precisão, em particular a observação das anisotropias da radiação cósmica de fundo, só fez confirmar os fundamentos deste modelo com uma acuidade sem precedentes. Mas isto não é suficiente para determinar completamente a forma do Universo. A relatividade geral é um teoria local, que especifica localmente a geometria do espaço-tempo, e não determina (embora restrinja) a topologia do espaço. Supondo homogeniedade e isotropia espaciais (locais), a geometria das sessões espaciais do Universo (i.e., folheamentos para tempo comóvel constante) em grandes escalas é totalmente caracterizada por uma curvatura gaussiana constante, cujo valor e sinal dependem da densidade média de matéria-energia. Mas, seja para curvatura positiva, negativa ou nula, existe uma infinidade de 3-variedades com diferentes topologias permissíveis, só uma das quais em cada caso é simplesmente conexa. Como não existe atualmente uma teoria bem aceita que determine qual a topologia do espaço, esta portanto só pode ser determinada experimentalmente. Pretendo mostrar inicialmente que, embora haja um grande variedade de topologias possíveis, no caso de um Universo pós-inflacionário, mais fovorecido atualmente por razões teóricas e observacionais, a forma local do Universo, i.e. os elementos da topologia que podem efetivamente ser detectados, são em quase todos os casos surpreendentemente mais restritos. A consequencia mais direta de uma topologia não trivial para as sessões espacias do Universo é a existência de classes de geodésicas fechadas do tipo espaço; essencialmente há mais de uma maneira de se voltar ao mesmo lugar. Isto implica na existencia de imagens múltiplas de objetos cósmicos. Como a caracterização destas classes é suficiente, para as 3-variedades de curvatura constante em questão, para caracterizar totalmente sua topologia, então a busca pela topologia cósmica é equivalente a procura por tais imagens múltiplas. Vou apresentar o método atualmente mais promissor para efetuar esta busca de forma sistemática, os chamados círculos no céu, que procura por pares de círculos de anisotropias correlacionadas na radiação cósmica de fundo. Mostrarei como os resultados referentes a forma local do Universo e a caracterização dos grupos de holonomias das variedades planas podem ser usados para efetuar esta busca de forma mais eficiente, e como interpretar os seus resultados.